Por Daniel Rocha
Fruto do encontro do Grupo de Vivência das comunidades São Camilo de Léllis e Nossa Senhora Aparecida, pertencentes à Paróquia Santa Luzia, sediada no Jardim Novo Campos Elíseos, o Projeto SOMAR surgiu da busca pelo despertar de uma consciência ecológica, política, econômica, social e cultural entre a população, que pudesse lhes garantir, de fato, uma vida digna e saudável.
Tendo como mote a preservação do meio ambiente e a necessidade de transformação da realidade dos moradores da Região Sudoeste do município de Campinas, o SOMAR tem ainda o objetivo de mostrar ao poder público a necessidade de revitalização do Núcleo Sapucaí, também conhecido como Morro dos Macacos, onde, atualmente, vivem 3.700 pessoas, sendo esta, a favela mais antiga da Cidade.
Segundo a autora do Projeto, Maria de Lourdes Fidelis, mais conhecida como Deka, “a natureza clama por viver, e muitas vezes é impedida pela falta de ação do poder público. Queremos uma nova Sapucaí, um novo Morro, sabemos que é possível”.
Atualmente, várias ações estão sendo realizadas pela coordenação do Projeto, dentre as quais, a formação de um grupo de 25 agentes ecológicos, alunos da Escola Estadual Padre José dos Santos e a realização de um mutirão para alertar a população sobre os perigos da dengue e sobre como se prevenir desta doença.
Deka diz ainda que para alcançar todos os objetivos propostos pelo SOMAR, existe a necessidade de se envolver com muitas pessoas e órgãos públicos, dentre os quais, as secretarias do Meio-Ambiente e da Saúde e o Departamento de Limpeza Urbana de Campinas.
“Vamos nos envolver também com os comércios da região e de outras comunidades da nossa Paróquia e da Arquidiocese, pois acreditamos que o documento do 7º Plano de Pastoral Orgânica, é muito claro quando diz que é preciso sermos uma Igreja do Serviço Solidário. E o nome SOMAR já diz tudo, vamos somar com muitos e muitas para chegarmos a um bom resultado”, ressalta ela.
De acordo com os preceitos estabelecidos pela Campanha da Fraternidade 2011, ela lembra ainda que projetos como o SOMAR proporcionam à comunidade a esperança de lutar por uma vida melhor e pela preservação da natureza. Ela completa dizendo que “nosso povo precisa de motivação, de cuidar da terra, da água, do ar que respiramos, é preciso sair das paredes das igrejas e cuidar da planta e do vaso do lado de fora, é preciso cuidar do jardim do nosso criador, do nosso planeta”.








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