Por Carolina Grohmann
Presente no Brasil desde a época colonial, arte sacra é uma produção artística que não tem forma definida, já que se adapta à época e à congregação onde será exibida. Por esse mesmo motivo, essa arte é livre de técnica e sofre mudanças visíveis, conforme se observa em igrejas construídas na época Barroca ou Neoclássica.
Entre os artistas que têm se destacado com pinturas e esculturas sacras está Sidney Roberto Francisco Matias, nascido em Mauá (SP), que mora em Campinas há 18 anos.
O primeiro prêmio importante veio aos 18 anos, num concurso chamado “Pinte São Paulo”, promovido pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP). Sua obra era um retrato dos italianos no bairro Bexiga, em São Paulo, pintados no quadro “Paulistas Por Opção”. Até hoje, ao todo, são 17 premiações e 57 exposições em várias partes do mundo.
Seu trabalho com arte sacra começou em 1987, quando um de seus quadros estampou o cartão de Natal de uma entidade assistencial da cidade de Santo André, no ABC Paulista.
Depois que se mudou com a família para Campinas, Sidney começou a frequentar o Centro Marianista Caná, que passou a ser uma fonte de inspiração para os trabalhos do artista. “A minha convivência como marianista é o que tem me ajudado na visão da fé e na criação da arte sacra. Ampliou o meu campo de visão para a criação da arte sacra. O convívio com elas (as irmãs) e os retiros, meditações, estudos, tudo contribui”, explica Sidney.
Autodidata e com um estilo único de pintar, Sidney foi desenvolvendo uma maneira própria de ser nas artes. “Eu procuro enxergar e encontrar a beleza nas coisas pequenas. É isso que me inspira, que me motiva a trabalhar”, comenta.
Seus quadros chamam a atenção pelas cores e pela quantidade de detalhes. Para compor uma obra, Sidney sempre começa pela figura principal e, depois, vai completando o espaço em branco com cores e figuras que se harmonizam com o tema desenhado.
Inspiração do Divino
O rock também já foi inspiração para o artista plástico, que retratou Elvis Presley e Chuck Berry, a quem teve a oportunidade de entregar pessoalmente o quadro.
Apesar da diversidade de temas que pinta, percebe-se o carinho especial que Sidney tem quando se fala em suas obras sacras. “A arte sacra é diferente, porque eu considero como uma arte do divino mesmo – é uma inspiração do divino. É uma oração, um momento de meditação”, diz o artista.
Sidney está trabalhando em obras para o Centro Marianista e foi convidado para uma mostra que ocorrerá em outubro deste ano, em homenagem a Carmem Miranda, na embaixada do Brasil em Los Angeles, Estados Unidos.
Para o futuro, seu desejo é contribuir para a renovação visual das Igrejas através de sua arte. “Eu tento colocar fatos atuais e fundir um pouco com a religião. Tentar mostrar alguma coisa comum do atual. Com o que a gente vive? Com as nossas deficiências, nossas dificuldades. Tentar expressar e inspirar as pessoas a terem mais fé, valorizar mais a vida e o ser humano”, conclui Sidney.
Para conhecer mais sobre a vida e obras do artista, acesse: http://matias-arts.com








Segunda à sexta-feira,
Foi bom saber de você.
Um grande abraço
Rosa Maria Da Paz