“O principal desafio é ter consciência da importância da iniciação. Hoje, nós ainda vivemos uma Igreja que, apesar de buscar atender as necessidades das pessoas, não as prepara para viver a fé; sendo assim, o maior desafio é aceitar a iniciação à vida cristã como uma necessidade básica de evangelização”.
Assim Padre Eugênio Pessato resume o maior desafio da Semana Arquidiocesana de Catequese, da qual ele foi coordenador e que foi realizada entre os dias 1º e 5 de fevereiro, no Centro de Pastoral Pio XII, em Campinas.
O evento, que contou com a participação de cerca de 170 pessoas, em sua maioria catequistas, das mais de 80 paróquias da Arquidiocese, tratou do tema “Iniciação à Vida Cristã”, que consta do documento nº 97 da CNBB. O documento de estudos elaborado pelos bispos na última assembléia, em 2009, foi trabalhado de modo que pudesse vir a ajudar os catequistas em suas atribuições no ensino da fé cristã.
Para Eliana Paes, que foi catequista por cerca de quarenta anos, ministrando aulas no Colégio São José e na Paróquia São Benedito, na Vila Costa e Silva, e que hoje faz parte da Equipe Diocesana, representando a Forania Nossa Senhora do Rosário, diz que a Semana visa aproximar os catequistas e aprofundar o conhecimento, no caso deste ano, no tema da iniciação cristã.
Ela diz ainda que “participar da Semana junto com outras pessoas, com os assessores, melhora o entendimento do Documento, que fica mais rico. Você leva todo esse conhecimento, depois, para sua paróquia, para suas bases. Dessa forma, um número muito maior de catequistas será treinado ao mesmo tempo, além disso, estudar junto com outras pessoas é muito mais rico e muito mais produtivo”.
O material de estudo, que consta do Documento, foi dividido em sub-temas, trabalhados em cada um dos dias da semana. Segundo Padre Eugênio, será apresentado um trabalho à Regional da CNBB.
Ainda segundo o padre, o ponto do Documento que, aparentemente, causará maior impacto na Arquidiocese de Campinas é o de aceitar a iniciação como um processo, já que muitos setores ainda resistem a uma catequese de iniciação, e dão preferência à catequese de doutrina, tal como se pratica atualmente.
Por fim, ele completou dizendo que “nós temos que entender que não é o tempo que vai dizer que alguém está preparado ou não, mas é o seu engajamento, a sua participação, a sua consciência. Não adianta definirmos que é necessário fazer um determinado número de anos de catequese para receber um sacramento, quando não há engajamento, participação na vida da comunidade e testemunho da fé. O que vai fazer com que a iniciação aconteça é a consciência de que ser iniciado significa deixar-se também converter, é um processo de conversão. A maior luz que eu vejo, vinda deste documento, é esta consciência que deve haver na vivência da fé, é despertar em todos a consciência de que, se nós não tivermos uma fé de opção, ela não é fé”.








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