O Movimento COLOCO, da Paróquia Santa Cruz, em Campinas, recebeu, em março, o militar Adilson José dos Santos Júnior para dar seu testemunho sobre o período que passou no Haiti, trabalhando na MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti). Adilson estava no país durante o terremoto do dia 12 de janeiro, que atingiu a região de Porto Príncipe e matou mais de 200 mil pessoas.
O cabo do Exército, de 21 anos, falou sobre a experiência de viver, por sete meses, no mais pobre país da América, longe de sua família e diante das conseqüências do terremoto.
A MINUSTAH é um projeto da ONU (Organização das Nações Unidas), organização caracterizada pelas múltiplas nacionalidades dos que a integram. Adilson conta que os alimentos consumidos pelo grupo vinham de diferentes países, como maçãs da Itália e arroz da Iugoslávia. Nas horas vagas, jogava pebolim e futebol e navegava na internet, para que os momentos de tensão vividos fora do alojamento fossem esquecidos momentaneamente e fosse possível recuperar energia para próximos dias de trabalho. Para ele, o mais difícil foi o confinamento e a convivência com pessoas de educação e referências diferentes, além da distância da família.
Confira trechos do testemunho na revista A Tribuna.








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