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Doação de órgãos

Publicado por Redação em 03 - Abr de 2010 | Comentar
Doação de órgãos

No Brasil, são aproximadamente 60 mil as pessoas que aguardam por um órgão, na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre os fatores que limitam o número das cirurgias, estão a falta de notificações sobre pacientes com morte encefálica, o desconhecimento técnico para esse diagnóstico e as dificuldades no transporte dos órgãos. Falta, ainda, maior sensibilização da sociedade para o tema. Um único doador, após a morte, pode salvar ou melhorar a qualidade de vida de 25 pessoas, exemplo de como a doação de órgãos pode multiplicar vidas.

Mas diante da fé cristã na ressurreição final, como a Igreja se coloca diante do tema?

“A Igreja se posiciona favoravelmente à doação de órgãos, obviamente, desde que respeitados alguns critérios, como a não utilização dos órgãos para interesses escusos”, explica o pároco da São Benedito, Vila Costa e Silva, e assessor da Pastoral da Saúde, padre Norberto Tortorelo Bonfim.

“A Igreja entende que é um gesto nobre, em favor da dignidade da vida. É doar a modo de Jesus”, adiciona.

Ele enfatiza, a partir de sua experiência como capelão do Hospital das Clínicas da Unicamp e no exercício do sacerdócio, a importância desse gesto para as pessoas transplantadas.

“Lamentamos a morte, mas a morte gera vida. Essas pessoas recuperaram a alegria de viver”, comenta o padre.

Mitos e desinformação

Para padre Norberto, a polêmica que persiste em relação ao tema deve-se, em muito, à sua má-compreensão. Embora a Igreja trabalhe a concepção de corpo dentro da perspectiva da ressurreição, no imaginário popular é preciso “entrar na eternidade com o corpo inteiro”. Daí vem parte da resistência em doar um ou mais órgãos após o falecimento. Mas “Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia” (Rm 4,17), e, por isso, padre Norberto explica que a doação de órgãos não interfere na imortalidade.

A desinformação também integra o universo de receios que habitam o imaginário popular: desvio, tráfico e assassinatos com o objetivo de roubo de órgãos; receptores que, com mais poder financeiro e político, possam burlar a fila de espera; diagnóstico de morte encefálica, também chamada de morte cerebral, incorreto; entre outros temores.

Para conferir a matéria completa, assine a revista A Tribuna!

 


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